Os últimos anos viram a expansão da classe média no Brasil. No final de 2008, essa "fatia" já somava 53,8% da população, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), que, com um poder de compra maior, passaram a consumir mais e ajudaram o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro a registrar um crescimento acima de 3% nos últimos quatro anos.
Mas neste domingo (15), em que se celebra o Dia Mundial do Consumidor, há menos o que comemorar. Com o crédito mais restrito e o desemprego em alta, o brasileiro está "apertando os cintos". E é exatamente essa nova classe C que está sendo obrigada a fazer mais ajustes no orçamento.
"Hoje essa alteração no cenário afeta muito mais a classe que emergiu. O consumo de bens duráveis dessa classe estava extremamente ancorado no crédito, então sobrava dinheiro para esse consumo de massa. Com a falta do crédito, algumas despesas antes ancoradas por ele acabam competindo com o orçamento doméstico básico", diz Karina Milaré, diretora da área de Consumo da consultoria TNS Interscience.
Com informações do G1