Líderes da equipe econômica da Casa Branca e um importante senador republicano expressaram forte repúdio ao pagamento de bônus milionários aos funcionários da unidade financeira da American International Group (AIG) e prometeram evitar tais pagamentos no futuro.
De um programa de entrevistas da tevê a outro neste domingo (15), eles criticaram os contratos que a AIG afirma que tem de cumprir, pelos quais terá de pagar US$ 165 milhões aos seus executivos até o domingo, apesar do governo ter injetado mais de US$ 170 bilhões para impedir o colapso da companhia.
A AIG aceitou um pedido da administração do presidente Barack Obama para restringir esses pagamentos no futuro. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, conversou na semana passada sobre a posição do governo com o presidente da AIG, Edward Liddy.
Austan Goolsbee, diretor do Conselho de Consultores de Recuperação Econômica do presidente Obama disse que Geithner se intrometeu e repreendeu a direção da AIG, dizendo que eles têm de reduzir os bônus seguindo todos os meios legais que tiverem. "Eu não sei porque eles vão seguir com uma política que realmente não é sensível, que obviamente vai gerar a ira de milhões de pessoas e estamos fazendo exatamente o que podemos para evitar que este tipo de coisa volte a acontecer novamente", disse Goolsbee, durante o programa "Fox News Sunday".
Lawrence Summers, principal conselheiro econômico de Obama, disse: "A coisa fácil seria simplesmente dizer... Cortem suas cabeças, violem os contratos. Mas você tem de pensar sobre as consequências do rompimento de contratos para todo os sistema legal, para todo o sistema financeiro". Summers disse que Geithner usou todo seu poder, "tanto legal e moral, para reduzir o nível daqueles pagamentos de bônus".
O argumento da administração Obama sobre a santidade dos contratos foi demais para o líder republicano no Senado, Mitch McConnell. "O fato de que simplesmente não há nada a fazer e culpem o governo anterior ou argumento que os contratos... Todos sabemos que os contratos são válidos neste país, mas é necessário que sejam olhados", disse McConnell. "Entramos naqueles contratos sabendo muito bem que, para fins práticos, os contribuintes dos EUA vão indenizar seus funcionários? Particularmente os funcionários que os meteram nesta bagunça em primeiro lugar. Eu penso que é um insulto", disse McConnell no programa "Esta Semana", da ABC.
A AIG informou neste mês que perdeu US$ 61,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, o maior prejuízo corporativo na história dos EUA. Em uma carta enviada a Geithner, com data de sábado (14), Liddy disse que advogados de fora haviam informado a companhia que a AIG tinha obrigações contratuais para fazer os pagamentos dos bônus e poderia enfrentar processo se não os honrasse. (informações da Agência Estado)
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