A mulher que teve sete filhos do próprio pai, consequência do incesto, e que foi mantida no cativeiro durante 24 anos por ele, confrontou através de um depoimento gravado o austríaco Joseph Fritzl nesta terça-feira, em um testemunho que poderá levar o homem de 73 anos a uma condenação à prisão perpétua. Fritzl foi acusado de assassinato, cárcere, incesto, estupro, coerção e escravidão pela promotoria. Ele admitiu as acusações de incesto e ter mantido a própria filha em cárcere, mas negou as acusações de assassinato e escravidão. Admitiu apenas culpa parcial nas acusações de estupro e coerção.
Fritzl tirou do rosto a capa azul de um livro e se manteve em silêncio enquanto era conduzido até a corte em St. Poelten, ao oeste de Viena, no segundo dia de julgamento.
Os jurados puderam assistir hoje ao final do depoimento da filha de Fritzl, Elisabeth, que hoje tem 42 anos e tinha 18 anos quando foi aprisionada em um porão pelo pai.
O julgamento foi fechado. Todos os presentes puderam assistir também ao depoimento em vídeo gravado de Harald, um dos irmãos de Elisabeth. A informação partiu do porta-voz do tribunal, Franz Cutka.
Fritzl é acusado de homicídio culposo de um bebê, filho dele e de Elisabeth, um menino nascido em abril de 1996. Segundo os promotores, a criança poderia ter sobrevivido se tivesse sido socorrida logo após o nascimento. O bebê morreu dois dias após ter nascido no porão e Fritzl afirmou ter jogado o corpo em uma fornalha. (Com Agência Estado)