Na maioria dos casos, o causador da toxoplasmose é um parasita relativamente "bonzinho" -- mas isso não é motivo para baixar a guarda diante dele, como acabam de mostrar pesquisadores brasileiros. Um estudo feito com gaúchos infectados pelo Toxoplasma gondii revelou que o microrganismo é capaz de circular pelo sangue dos pacientes mesmo após anos de infecção. Isso significa que é preciso um cuidado extra na hora de utilizar o sangue dessas pessoas em transfusões, por exemplo -- o receptor pode acabar ganhando a toxoplasmose como "brinde".
O estudo, que já está aceito para publicação numa revista científica internacional, foi coordenado pelo imunologista Luiz Vicente Rizzo, superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Num trabalho anterior, Rizzo e seus colegas já haviam demonstrado as características genéticas únicas do T. gondii presente em território nacional. "Ele é muito diferente das cepas de toxoplasma encontradas em outros lugares do mundo", contou o imunologista .
Com informações do G1