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Famasul quer indenização sobre terras destinadas aos índios

Famasul quer indenização sobre terras destinadas aos índios

Redação

10/05/2009 - 14h52
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         Os índios Guarani Kaiowá acusam o agronegócio, especialmente o avanço das plantações de cana de açúcar e a monocultura da soja no sul de Mato Grosso do Sul, como responsáveis hoje em dia pela não demarcação das reservas. ?A indústria canavieira agravou uma situação que já existia?, confirma o procurador Emerson Kalif Siqueira, do Ministério Público Federal em Campo Grande.

        
        ?Há manipulação de informação no estado. Criou-se um falso binômio alimentos, sim e demarcação, não. Essa antítese não existe?, disse Marco Antônio Delfino de Almeida, procurador do MPF em Dourados. Segundo ele, o volume de terras reivindicadas para a reserva não ultrapassa 0,5% das áreas do estado. ?Em hipótese alguma a demarcação vai afetar a produção. As pessoas não vão passar fome pelo fato de se reconhecer as terras indígenas como reserva?, afirmou.
        O diretor-secretário da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Dácio Queiroz da Silva, rechaça qualquer acusação de que o agronegócio possa ser responsabilizado pela não demarcação de reservas indígenas. Ele reclama do tamanho das extensões pretendidas e da falta de indenizações.
        "O que ocorre são pretensões descabidas de proporções descabidas, de calibre megalomaníaco, onde há terras muito férteis de grande valor agregado econômico?, enfatiza o dirigente agrícola. ?De maneira nenhuma se pode abrir mão em detrimento de poucos das comunidades que pretendem se instalar e levar ao ócio essas terras e levar ao estado primitivo da condição de caça e pesca?, afirmou.

        
        ?Não existe nenhuma previsão orçamentária de indenizações. Este é o problema porque não avançam as demarcações?, falou. ?O que está impedindo é a falta de proteção do proprietário particular privado sobre a falta de demarcações e as megadimensões?, disse. Para Dácio Queiroz, ?a forma como se interpreta a legislação traz no seu bojo a nulidade de escrituras das terras privadas onde existe a projeção de interesse dos índios?.
        Na opinião do diretor da Famasul, ?a qualidade de vida dos índios seria melhor se lhes fosse dado alternativa de emancipação, e eles poderem fazer uso de sua liberdade como os demais, principalmente, nas zonas urbanas e nos núcleo rurais, onde há mais empregos?, afirmou.

         

        Com informações da Radiobrás

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