Da redação
A retomada da economia, ainda que incipiente, encontra respaldo em alguns dos principais indicadores antecedentes de atividade, como é o caso, por exemplo, do Índice de Fluxo de Veículos nas estradas pedagiadas do País. Em abril, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o Índice ABCR cresceu 1,7%, superando em 1,5 ponto porcentual a taxa de expansão de 0,20% apurada em março na série com ajustes sazonais.
A abertura do índice remete a uma alta de 0,80% do tráfego de veículos pesados no mês passado. Se comparado com março, quando a circulação dos pesados cresceu 1,2%, percebe-se uma forte desaceleração na margem.
Mas quando se analisa o desempenho desta categoria num prazo um pouco mais longo, verifica-se que esta alta de abril é terceira consecutiva. Trata-se de um bom sinal do ponto de vista prospectivo para a produção industrial dado que a circulação dos pesados está diretamente atrelada ao transportes de matérias-primas, insumos e produtos industrializados acabados.
"Esse dado reflete mais uma discreta retomada na produção industrial e sinaliza um momento positivo", diz Ariadne Vitoriano, analista da Tendências Consultoria, responsável pelo cálculo do Índice ABCR.
No caso dos veículos leves, o aumento da circulação em abril atingiu a marca de 1,4%, resultado expressivamente melhor do que o de março, quando se anotou uma queda de 0,40%. Trata-se de uma boa notícia por que ela se dá num momento de profunda crise econômica internacional, marcada, sobretudo, pela deterioração da confiança dos consumidores e dos agentes econômicos.
Para os técnicos da ABCR e da Tendências, essa evolução do fluxo de veículos leves em abril resulta da retomada da confiança do consumidor na condução da economia. De março para abril, o nível de confiança das pessoas cresceu 2,50%. "A trajetória favorável da renda, apesar da crise, e a volta da confiança do consumidor são fatores que refletem diretamente no movimento de veículos leves", destaca Ariadne. (informações da Agência Estado)