Mais de 10 milhões de pessoas com idade superior a 15 anos frequentam ou já frequentaram cursos de educação para jovens e adultos (EJA), motivadas principalmente pelo desejo de retomar os estudos que precisaram ser interrompidos, muitas vezes, para a entrada no mercado de trabalho. Esse volume representa 7,7% do total da população nessa faixa etária. Entre as pessoas que fizeram parte desses cursos em 2007, o maior percentual correspondia às faixas de rendimentos mais baixos.
Os frequentadores da educação de jovem e adultos representavam 3% da população com renda de até um quarto do salário mínimo e 2,6% daquelas que não tinham rendimento. Quando se observa o grupo formado também por quem já havia frequentado a EJA, no entanto, há uma pequena melhora nos níveis de rendimento. O maior percentual de participação passa a ser entre as pessoas que recebiam de um a dois salários mínimos (8,4%).
Os dados fazem parte de um levantamento divulgado hoje (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007. O estudo traça uma radiografia da educação de jovens e adultos no país, o alcance do programa e as oportunidades de formação gerados à população que não pôde completar o ensino regular.
Com informações da Agência Brasil