Da redação
Os problemas financeiros que atingiram o setor sucroalcooleiro desde o aprofundamento da crise, em setembro do ano passado, estragaram a festa dos 30 anos do início de comercialização do etanol no Brasil, comemorados neste mês. Foi em maio de 1979, quatro anos depois do lançamento do Proálcool, que 16 postos da Petrobras começaram a abastecer dois mil automóveis adaptados ao combustível. De lá pra cá, o produto passou por vários altos e baixos, como o desabastecimento da década de 80, que desmoralizou o setor por vários anos.
A partir de 2002, com o avanço das discussões em torno do Protocolo de Kyoto (acordo que estabelecia metas de controle dos gases causadores do efeito estufa a partir de 2008) e, mais tarde, com o lançamento dos veículos flex, o Proálcool foi revitalizado. Uma nova onda de investimentos favoreceu o setor e centenas de usinas foram construídas para elevar a produção nacional.
O etanol ganhou importância no contexto do esforço contra o aquecimento global e virou alternativa para a alta do petróleo. Investidores do mundo inteiro, inclusive do mercado financeiro, despejaram bilhões de dólares no País em novas plantas para produzir álcool. Mas a euforia deu lugar à frustração. Primeiro veio o bombardeio de críticas que relacionava o aumento da produção de biocombustíveis ao aumento de preços dos alimentos. Depois, a crise mundial. (informações da Agência Estado)