Da redação
A África do Sul escolheu a Espanha como grande favorita à conquista da Copa das Confederações. A campeã europeia é apontada como a dona do futebol mais forte e vistoso. Invictos há 32 jogos, os comandados de Vicente del Bosque buscam se firmar, de uma vez por todas, no cenário mundial. A fama de seleção do "quase" ficou para trás na Eurocopa do ano passado, quando foi a campeã.
Agora, a seleção espanhola, que também é líder do ranking da Fifa, tenta comprovar sua força na Copa das Confederações. "A Espanha pode ser a campeã. A seleção está atravessando um momento muito bom, e creio que já superou o tabu de jogar bem e não ganhar", analisa Pelé.
"No futebol não podemos ir pensando que somos os melhores. Temos de manter a humildade que sempre marcou o grupo", enfatiza Del Bosque, apelidado carinhosamente de "o ganhador modesto". A Espanha estreia no domingo, diante da Nova Zelândia, depois encara o Iraque, antes de fechar a primeira fase contra a anfitriã África do Sul.
Deve somar nove pontos e, depois, esperar o segundo colocado do Grupo B, que tende a ser Brasil ou Itália. Apesar do favoritismo e da força, o respeito segue dando a tônica do discurso dos espanhóis. "Não podemos subestimar os rivais. Tomara que possamos fazer a semifinal com Itália ou Brasil", afirma o técnico.
Del Bosque terá quase todo o grupo que ergueu a taça da Eurocopa As principais ausências são por causa de lesão, ambas no meio-de-campo: Iniesta e Marcos Senna. "Temos de dar realce e importância à Copa das Confederações, porque ela exige. E sua história demonstra que só os melhores ganham", disse o treinador
Casillas, Xavi e Fernando Torres são as esperanças para mais uma bela exibição espanhola. Mas é o atacante David Villa quem tem uma motivação especial na Copa das Confederações: ele já tem 28 gols na seleção, superando astros consagrados como Butragueño e Morientes, e ocupando o terceiro lugar na história dos artilheiros da Espanha.
Assim, David Villa terá a chance de superar Fernando Hierro, com 29 gols, e de se aproximar de Raúl, que tem 44. "Todo jogador gosta de marcar muitos gols e de fazer boas partidas. Estou contente em superar duas legendas da seleção e espero seguir fazendo muitos gols", disse o atacante do Valencia.
A marca dele é impressionante. Levando-se em consideração que vestiu a camisa espanhola em somente 44 ocasiões, tem média de 0,63 gols por duelo. Raúl, por exemplo, jogou 102 vezes, com média de 0,43. Por isso, David Villa pode ser considerada a grande arma espanhola na Copa das Confederações. (informaçõe da Agência Estado)