Quem desmata, retira ouro, abre estradas ou mata animais dentro de parques e reservas na Amazônia tem poucas chances de ser punido. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) revela que apenas 14% dos processos contra crimes ambientais nesses locais resultam em algum tipo de responsabilização.
A ONG analisou 51 casos ocorridos no Pará. Por demora da justiça e dos órgãos ambientais, pelo menos 15% deles prescreveram. A duração média dos processos, desde a investigação até a sentença, foi de cinco anos e meio.
Outro problema identificado pelo Imazon foi que a justiça raramente exige a reparação dos danos ambientais. Na maior parte dos casos, as indenizações pagas pelos criminosos eram destinadas a instituições de assistência social, sem nenhuma relação com o meio ambiente.
Com informações do G1