A médica cubana dissidente Hilda Molina chegou neste domingo à Argentina para reencontrar-se con sua mãe doente de 90 anos, com seu filho e conhecer seus dois netos, logo após o governo de Cuba lhe conceder, sexta-feira, a permissão para abandonar a ilha, algo negado durante mais de uma década.
Cirurgiã de formação e ex-diretora de um centro de reabilitação neurológica, Molina, de 66 anos, rompeu em 1994 com o governo castrista e emitiu duras críticas ao sistema comunista e seu modelo científico.
Molina disse antes de empreender sua viagem que nas últimas semanas enviou várias cartas a Raúl Castro para rogar que revisasse sua situação devido ao grave estado de saúde de sua mãe, Hilda Moejón, de 90 anos, que mora em Buenos Aires desde maio do ano passado.
Por sua vez, o governo argentino realizou gestões diplomáticas pela médica desde 2003. Molina conta com uma permissão de saída temporária por vários meses, mas que pode ser renovada. (Com Agência Estado)