Da Redação
No próximo dia 30 de junho, uma história de 119 anos de operadores de pregão que ganham a vida, literalmente, no grito, chega ao fim com a realização do último pregão viva-voz da BM&FBovespa, Bolsa que já passou a de Nova York e se tornou a quarta maior em valor de mercado no mundo.
Em meio à crise, as redes de computadores da Bolsa substituirão os últimos 90 operadores de pregão, profissionais experientes, a maioria tem entre 35 e 40 anos, com salários que vão de R$ 6.000 a R$ 15 mil e que terão agora de mudar de ramo, como aconteceu com operadores de telégrafo, datilógrafos e taquígrafos.
Só 2% dos negócios com o Ibovespa futuro (contratos com base no índice da Bolsa de SP) seguem no viva-voz; todos os demais são eletrônicos. A Bovespa encerrou o viva-voz para ações em 2005.
Com informações da Folha Online