A crença na impossibilidade de encontrar novos corpos depois de 26 dias de buscas foi a justificativa apresentada pela Aeronáutica e pela Marinha do Brasil para encerrar o que afirmaram ter sido a ?mais complexa operação de busca e resgate marítimos já realizada pelas Forças Armadas, tanto em duração, quanto na magnitude dos meios empregados?.
Desde o dia 1º, quando as buscas aos destroços do Airbus A330 da Air France foram iniciadas, apenas 51 corpos foram encontrados. Mais 177 permanecem desaparecidos. De acordo com assessores das duas Forças, as condições meteorológicas, tidas como ?satisfatórias? pela Marinha e como ?bastante instáveis? pela Aeronáutica, não foram fatores determinantes para que os militares decidissem encerrar as buscas.
Para demonstrar a ?impraticabilidade? de novos corpos serem resgatados, assessores das duas Forças lembraram que há nove dias nenhum novo corpo é encontrado na área de buscas, que chegou a ultrapassar as aguas territoriais sob jurisdição brasileira, ingressando em território sob a responsabilidade de Senegal.
Em 26 dias de operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) utilizou 12 aviões, além de contar com o apoio de aeronaves francesas, norte-americanas e espanhola. No total, foram voadas cerca de 1.500 horas, o que totalizou buscas visuais numa área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados. Já a Marinha brasileira atuou com 11 navios, navegando cerca de 35 mil milhas, o equivalente a quase oito vezes a extensão da costa brasileira. A operação envolveu 1.344 marinheiros e 268 homens da FAB.
Com informações da Agência Brasil