O Conselho Federal de Medicina publicou edital nesta quarta-feira, no jornal Correio do Estado, cassando o exercício profissional da médica, Neide Mota Machado, acusada de manter uma clínica de aborto, que funcionou por 20 anos, no centro de Campo Grande. A decisão pela cassação foi do Tribunal Superior de Ética Médica do CFM. Neide Mota Machado deverá ainda ser levada à juri popular. A médica e mais quatro pessoas são acusadas da prática de 25 abortos. Durante as investigações, a polícia apurou que pelo menos 10 mil mulheres passaram pela clínica da médica. Desse total, pelo menos 7,2 mil fichas encontradas no estabelecimento sugeriam a prática de aborto, mas os crimes já haviam sido prescritos e não houve indiciamento dessas mulheres.