Da redação
O Brasil importou, oficialmente, mais de 223 mil toneladas de lixo de outros países desde janeiro de 2008, a um custo de U$ 257,9 milhões. No mesmo período, o País deixou de gerar cerca de U$ 12 bilhões com a reciclagem de 78% dos resíduos sólidos gerados em solo nacional, mas desperdiçados no lixo comum - o País recicla apenas 22% do seu lixo, muito menos do que a capacidade de absorção da indústria nacional, que compra das recicladoras o material, usado como matéria-prima na fabricação de roupas, carros, embalagens, entre outros.
No ano passado, pelo menos 175,5 mil toneladas de resíduos e desperdícios de plástico, papel e cartão, madeira, vidro, alumínio, cobre, pilhas, baterias e outros componentes elétricos, e até as cinzas provenientes da incineração de lixos municipais de cidades estrangeiras. Entre janeiro e junho deste ano, foram importadas outras 47,7 mil toneladas.
Mesmo importando, as 780 empresas de reciclagem brasileiras, hoje, atuam com 30% da capacidade ociosa por falta de matéria-prima, segundo dados da Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos. A falha está na coleta e separação do lixo, atribuição das prefeituras, segundo a Constituição. Apenas 7% dos 5.564 municípios brasileiros têm um sistema efetivo de coleta seletiva.
Mais de 40% do PET reciclado é absorvido pela indústria têxtil na fabricação de fios e fibras de poliéster - duas garrafas se transformam em uma blusa ou carpete para carro. (informações da Agência Estado)