Após anos de debate e apesar da dura oposição do Vaticano, a Itália aprovou ontem o uso do medicamento abortivo RU-486. A Agência de Drogas Italiana informou, em comunicado, que a pílula pode apenas ser tomada até a sétima semana de gestação, e não até a nona semana, como em outros países. Ela não poderá ser vendida em farmácias, apenas administrada por médicos em hospitais. O medicamento interrompe a gravidez ao fazer com que o embrião se descole da parede uterina. A decisão deve entrar em vigor em dois meses. A Igreja Católica advertiu sobre a imediata excomunhão para os médicos que prescreverem a pílula e para as mulheres que a usarem.
Com informações do Estadão