Após pesquisa da universidade espanhola Pompeu Fabra, de Barcelona, foi identificado o caminho bioquímico pelo qual a maconha provoca perda de memória.
Já havia sido comprovados que a maconha produzia perda de memória por sua ação sobre o hipocampo, a zona do cérebro que governa a maioria de nossas funções cognitivas, mas até o momento não era conhecido o percurso molecular da droga.
Para saber como cada uma dessas redes neurológicas afetam a perda da memória, os pesquisadores criaram dois grupos de ratos geneticamente modificados, cada um sem os receptores CB1 em uma das regiões. Os pesquisadores injetaram então uma dose de THC equivalente a um consumo importante de maconha por seres humanos.
Um dos grupos reagiu de forma habitual (sob o efeito da maconha) diante de testes de memória, mas o outro grupo, sem a concentração de CB1 nos neurônios GABAérgicos, não foi afetado pela droga.
Apesar da proibição legal, a maconha é utilizada com fins terapêuticos em vários países, incluindo os Estados Unidos, para pacientes com câncer, glaucoma, Aids e outras enfermidades.
Com informações da Folha Online