Da redação
Primeira pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) após o uso disseminado da internet, a gripe suína tem sido alvo de falsas informações divulgadas por e-mail, sites, blogs e comunidades virtuais. Textos apócrifos que estão circulando na rede apontam, por exemplo, que, de cada 3 infectados, 2 morrem ? e que hospitais e operadoras de saúde recebem ofícios do Governo para não divulgar os números verdadeiros.
Além de mortes de médicos relatadas por meio de conversas virtuais ? com base em informações falsas ?, há os que dizem que ingerir chá de erva-doce, duas vezes por dia, previne contra a contaminação. Ninguém sabe de onde esses textos vêm nem quem os escreveu. Mesmo assim, há quem acredite nos boatos. E, com a velocidade da internet, o que é boato em um dia vira pânico no dia seguinte.
"Recebi um e-mail que reproduzia um diálogo entre duas pessoas, que diziam que os médicos não sabiam o que fazer a partir do quinto dia da doença e que colocavam as pessoas em coma induzido para amenizar o sofrimento. Parecia tão real que acreditei", conta o advogado Alex Paes de Lima, de 32 anos. "Você não sabe em quem acreditar nessas horas." (informações do Estadão)