O presidente da Federação Sul-Africana de atletismo, Leonard Chuene, afirmou que a campeã dos 800 m no Mundial de Berlim, Caster Semenya, está sendo humilhada ao ter sua feminilidade posta em dúvida.
A jovem atleta de 18 anos precisou se submeter a exames para comprovar seu sexo a pedido da Iaaf (Federação Internacional de Atletismo). Os resultados ainda não foram divulgados.
Ela conquistou na quarta-feira a medalha de ouro com a maior diferença da história da competição em relação à atleta que foi a segunda colocada, 1min55s45, 2s45 mais rápido do que a queniana Janeth Jepkosgei Busiene. A sexualidade de Semenya é alvo de polêmica desde sua participação no Mundial juvenil. Na ocasião, surgiram rumores de que a sul-africana é hemafrodita.
Antes da competição em Berlim, a Iaaf solicitou à federação sul-africana informações e exames da atleta. Blindada pela entidade, a atleta não se pronunciou depois do triunfo na prova. Esta foi a primeira vez que uma campeã não participou da entrevista coletiva no Mundial deste ano.
Com informações da Folha On Line