Brasília
A recusa da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir um processo criminal contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) é o mais recente exemplo de como a Corte pode tomar decisões divergentes quando julga casos envolvendo autoridades e a responsabilidade pelos atos praticados por subordinados do político.
O tribunal teve uma interpretação diferente há três semanas, quando decidiu por unanimidade abrir um processo criminal contra o deputado federal Joaquim de Lira Maia (DEM-PA). O STF entendeu que havia apenas indícios de que o deputado estava ligado a um ato criminoso, mas mesmo assim abriu o processo. No caso de Palocci, apesar dos indícios, o deputado livrou-se de responder a uma ação penal.