O mercado deixou de acreditar no cumprimento das metas fixadas para as contas do governo, segundo informa a edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. A previsão teria acontecido devido a duas pesquisas feitas entre analistas de bancos e consultorias.
O levantamento Focus, realizado pelo Banco Central, teria apontado a expectativa de um superávit primário (parte das receitas destinada às despesas com juros) de 2,5% do PIB em 2010, abaixo da meta fixada de 3,3%. Segundo a Folha, as previsões coletadas para o desempenho da política fiscal caem desde abril, e a meta não seria atingida nem mesmo com uma brecha legal que desconta deste superávit as obras programadas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os gastos somam perto de 0,7% do PIB.
Um levantamento da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) aponta para um superávit primário de 2,1% do PIB. Segundo o jornal, a descrença do mercado é inédita desde que o Brasil passou a seguir a política de superávit primário imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para diminuir a dívida pública e diminuir o risco de não pagamento aos credores.
As informações são da Redação Terra