O estreante autor Paulo Roberto Papandreu, 53 anos, que escreveu o livro Isabella, e pagou a publicação da edição por não ter uma editora, afirma que a imagem da menina de 5 anos, que morreu ao cair da janela do edifício London, em São Paulo, em 2008, está maculada pela tese de que o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, a mataram. Em seu livro, o médico gaúcho afirma que a menina foi vítima de acidente doméstico. A 1ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, proibiu a venda da publicação e mandou apreender todos os exemplares.
A possibilidade de acidente doméstico passou a ser defendido pela defesa do casal, que aguarda o julgamento na prisão. Até então, a tese defendida era que uma terceira pessoa teria entrado no apartamento e jogado a Isabella pela janela. No último domingo, o advogado Roberto Podval disse, em entrevista ao Fantástico, que a menina poderia ter se assustado ao acordar e ver que estava sozinha. Ela teria então cortado a rede de proteção da janela e caído na tentativa de encontrar alguém da família.
A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, disse que entrou, nesta semana, com um processo que pede indenização por danos morais para tirar o livro de circulação. Papandreu afirmou que se a Justiça achar que a tese defendida por ele macular a imagem de Isabela, acatará o que for determinado. "Acho que mais maculada está agora, porque a maioria das pessoas acha que quem matou a menina foram o pai e a madrasta."
As informações são do Portal Terra