Da redação
O péssimo momento do futebol boliviano, com maus resultados e uma crise interna entre jogadores e o governo de Evo Morales, desanimaram o torcedor para o jogo desde domingo, às 17h (de Brasília), contra o Brasil, em La Paz.
O país não se mobiliza para a partida contra os "melhores do mundo", na opinião dos próprios bolivianos. Nas ruas e nos restaurantes, ninguém se arrisca a comentar o duelo. O desinteresse é total.
No El Deber, principal jornal de Santa Cruz de la Sierra, cidade onde a Seleção dormiu a noite de sábado, o jogo passa quase despercebido. Tem apenas uma das 16 páginas do caderno de esportes, perdendo espaço para as vitórias de Chile, Argentina e Uruguai no sábado, com três cada.
Em La Paz, palco da partida, a situação é semelhante. Os ingressos encalharam nas bilheterias do Estádio Hernando Siles e a expectativa é de pouco mais de 10 mil torcedores nas arquibancadas.
O país é o vice-lanterna das Eliminatórias, somando 12 pontos, 11 deles conquistados em casa. Em abril, a equipe fez história ao golear a Argentina por 6 a 1, mas nem isso parece motivar os bolivianos.
A Seleção, líder com 33 pontos, deixa Santa Cruz, que fica a 437 m acima do nível do mar, para os 3.600 m de La Paz, às 13h30, e vai direto para o estádio. O objetivo é minimizar os efeitos da altitude. (informações do Terra)