Adilson Trindade e Karine Cortez
A indefinição sobre o futuro do PT e PMDB vem deixando os partidos inseguros em Mato Grosso do Sul. Enquanto não houver acordo, os demais partidos ficam amarrados e sem condições de mobilização para buscar rumo na sucessão estadual. O que está certo hoje é que tanto o PMDB quanto o PT tem candidato próprio ao Governo do Estado. Mas pode ser que apenas um sobreviva. A pressão maior é sobre o PT para retirar a candidatura de José Orcírio dos Santos.
Até a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, interviu na discussão para cobrar responsabilidade do PT de não atrapalhar aliança com o PMDB. É uma questão que está sendo discutida em Brasília. Ontem à noite e hoje os dirigentes petistas estão trancados numa sala para debater a aliança com o PMDB. Existem focos de resistências em várias regiões do País. Um deles é em Mato Grosso do Sul, onde o ex-governador José Orcírio declarou que só deixa a disputa eleitoral se for tirado à força.
O presidente regional do PT, deputado estadual Amarildo Cruz, prometeu sustentar a tese de candidatura própria em Mato Grosso do Sul por causa das profundas diferenças que separam o PT e o PMDB. Enquanto não há definição concreta sobre o impasse, os partidos ficam na expectativa e preocupados com o futuro.