Os estragos provocados pela crise internacional vão atrasar em até quatro anos os planos do setor siderúrgico de ultrapassar a marca de 60 milhões de toneladas de capacidade instalada no País. É o que aponta um estudo preparado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será divulgado nas próximas semanas. O trabalho mostra que o volume de 62 milhões de toneladas ao ano de capacidade instalada, previsto antes da crise para 2012, só ocorrerá em 2016. Segundo o gerente da área de indústria de base do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Sérgio Landim, a crise obrigou muitas companhias a suspender, ao longo de 2009, planos de investimentos, o que vai se traduzir em crescimento mais lento do parque siderúrgico. "Alguns projetos saíram do pipeline (planejamento) definitivamente", afirmou.
Com informações do Estadão