Da redação
O líder absoluto Santos, com 22 pontos, tenta a sétima vitória seguida no Campeonato Paulista contra o Mirassol, neste domingo, às 17 horas, em Mirassol, com o time bastante mudado. A começar pelo esquema. Sem os seus dois dos seus principais jogadores - Neymar e Paulo Henrique Lima, suspensos pelo terceiro cartão amarelo -, Dorival Júnior sai do 4-3-3 e volta ao 4-4-2, de sua preferência.
Marquinhos, poupado do último jogo em razão de um corte que sofreu na cabeça diante do Rio Claro, formará o meio de campo com Rodrigo Mancha, Roberto Brum e Wesley. Robinho e André serão os atacantes. Léo e Arouca continuam fora e a dúvida do treinador está entre escalar Maranhão na lateral direita, mantendo Pará na esquerda, ou escalar Pará na direita e Wesley Santos na esquerda.
Mesmo com a apresentação de gala do time na goleada por 6 a 3 contra o Bragantino, na quinta-feira passada, na festa da reestreia de Robinho na Vila Belmiro, o sempre prudente Dorival Júnior fez restrições. "O placar não me animou. Não se pode negar que fazer esse tanto de gols é bom, mas tomar três e correr riscos, não", afirmou o treinador.
Embora satisfeito com a campanha da equipe, ele continua exigindo que os jogadores pensem primeiro no coletivo e depois em dar espetáculo, com lances individuais. "Sinceramente, não acreditava que pudéssemos atingir esse nível em que nos encontramos tão rapidamente. A equipe encaixou, me surpreendeu, e agora chegou a hora de administrar. Só assim vamos saber se somos favoritos ao título", reconheceu o comandante santista.
Ele lembra que o Santos ainda está sujeito a oscilações e, por isso, procura ser econômico nos elogios. "Como também não vou lamentar as derrotas, caso aconteçam. Mas é sempre bom lembrar que os nossos melhores resultados foram conquistados jogando de maneira simples, com a equipe compactada e objetiva".
O jogo contra o Mirassol vai servir para que o treinador esqueça momentaneamente o futebol arrasador do time do meio para frente e concentre as atenções na armação de um sistema seguro de marcação. Dorival Júnior sabe que nas fases decisivas da competição o grau de exigência será diferente. Ele não quer ver o time tão exposto como no contra o Bragantino.
Depois da marcação do quinto gol, Roberto Brum tirou uma bola de cima da risca do gol e Felipe realizou pelo menos três defesas difíceis, além de o resultado da segunda etapa ter sido 3 a 3. "Os resultados de agora podem se transformar em armadilha para as fases decisivas, que serão uma nova competição, muito diferente. Por isso, não permito empolgação por parte dos jogadores. Se bem que o meu maior trabalho nessa questão é lidar com a euforia da imprensa e do torcedor", afirmou Dorival Júnior
O jogo deste domingo também promete ser mais um duro teste para Robinho. Sem a companhia de Neymar, que tem desequilibrado a maioria dos jogos, e de Paulo Henrique Lima, o atacante deverá sofrer marcação mais rígida, sem contar que, como será o único diferenciado em campo, a cobrança será maior e caberá a ele a responsabilidade de comandar o time para mais uma vitória. (do Estadão)