Cidades

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Pais de bebê vão pedir indenização

Pais de bebê vão pedir indenização

Redação

04/03/2010 - 05h46
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Os pais da menina Mibsan, que nasceu morta depois que dois médicos trocaram socos num centro cirúrgico, em Ivinhema, entrarão com processo na Justiça contra o município, o hospital e os profissionais por danos morais e materiais. O casal Gislaine de Matos Rodrigues e Gilberto de Melo Cabreira, ambos de 32 anos, pretendem pedir pensão alimentícia e tratamento psicológico. Na tarde de ontem, os dois estiveram em Campo Grande e se reuniram com a advogada Giovanna Trad Cavalcanti para resolver a questão judicial deste caso. Conforme a defesa, o processo será ajuizado em duas semanas. Apesar de não revelar quanto o casal pretende pedir na ação, Giovanna explicou que o valor será proporcional ao sofrimento da família, “que não é pequeno porque trata-se de uma morte”, adiantou. Recibos e notas fiscais que comprovam gastos antes e depois do nascimento do bebê estão sendo providenciados para estimar a despesa da família, que pedirá ressarcimento. A advogada disse ainda que irá requerer pensão alimentícia para compensar o retorno financeiro que a filha daria aos pais a partir do momento em que começasse a trabalhar. Giovanna esclareceu que documentos como o prontuário de Gislaine e a certidão de óbito da criança são suficientes para comprovar que houve imprudência e negligência no caso. “Qualquer pai ou mãe faria o que estamos fazendo. Se estivéssemos com nossa filha agora no colo valeria mais que tudo, mas como não estamos queremos Justiça”, desabafou o pai de Mibsan. Já a mãe, que tirou os pontos da cirurgia recentemente e ainda caminha com dificuldade, se emociona toda vez que lembra da filha. “Não é fácil passar pelo que estamos passando”, garantiu limpando as lágrimas do rosto. Caso Na disputa para fazer o parto, os médicos Orozimbo Ruela e Sinomar Ricardo se agrediram em frente a gestante Gislaine, que após o episódio deu à luz um bebê morto na noite do dia 22 de fevereiro, no Hospital Municipal de Ivinhema. Orozimbo teria iniciado o parto da sua paciente quando o plantonista Sinomar entrou na sala desaprovando a presença do colega. O desentendimento evoluiu e os médicos se agrediram na frente da gestante. O procedimento foi interrompido e retomado uma hora depois por terceiro médico. Um inquérito policial foi instaurado e o Conselho Regional de Medicina (CRM) também abriu sindicância para avaliar a conduta dos profissionais. Segundo informações, médico que atua em Ivinhema ganha em média R$ 15 mil por mês. Cada plantão paga em torno de R$ 700 e o Sistema Único de Saúde (SUS) repassa R$ 175,19 por parto normal e R$ 150,09 em caso de cesariana.

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