Da redação
O diretor do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, disse que o país eventualmente irá abandonar sua atual política cambial, que ele classificou como uma resposta temporária à crise financeira global, mas não deu um prazo para que isso ocorra.
Esta foi a declaração mais explícita já feita por uma autoridade chinesa de que a atual taxa de câmbio administrada pode não ser mantida indefinidamente. Membros do governo têm defendido a política cambial chinesa, apesar das pressões externas para que o país permita a apreciação do yuan.
Zhou também sinalizou que estaria disposto a discutir questões cambiais dentro do G-20, que pretende tratar de desequilíbrios econômicos globais.
A China tem mantido uma taxa de câmbio quase fixa em relação ao dólar desde julho de 2008, como parte de seus esforços para combater os efeitos da crise. O país, no entanto, vem enfrentando uma crescente pressão internacional para que adote outro regime cambial, tendo em vista sua rápida recuperação econômica e sucessivos superávits comerciais.
"Mais cedo ou mais tarde, iremos abandonar as políticas", disse Zhou, referindo-se as medidas de combate à crise. Mas ele reiterou que o governo irá manter a "estabilidade básica" do yuan.
Embora as declarações de Zhou indiquem que Pequim está considerando suas estratégias de saída, isso não significa necessariamente uma mudança iminente na política cambial, apesar das expectativas, entre economistas, de que haverá uma apreciação cambial gradual este ano. (do Estadão)