Cidades

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Vereador pede a Artuzi para renunciar ao cargo

Vereador pede a Artuzi para renunciar ao cargo

Redação

10/03/2010 - 10h01
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O vereador Marcelo Barros (DEM) pediu a renúncia do prefeito Ari Artuzi (PDT), apontado pelo Ministério Público como integrante de quadrilha que fraudava licitações para desviar dinheiro público. “Chegamos a um ponto onde o senhor prefeito não tem mais condições morais para continuar à frente dos destinos do nosso município”, afirmou o vereador, durante a sessão semanal de segunda-feira à noite. O procurador-gera l de Justiça do Estado, Miguel Vieira da Silva, apresentou a denúncia por formação de quadrilha contra Artuzi e outras dez pessoas na última sexta-feira. Segundo o procurador, Artuzi integrava organização criminosa que se instalou na prefeitura para “pôr a mão no dinheiro do povo”. Para não atrapalhar as investigações, Miguel pediu, também, a prisão e o afastamento do prefeito do cargo. Único membro do PT na Câmara de Dourados, Dirceu Longhi comentou ontem o pedido que fez ao diretório municipal para discutir, em reunião, a situação política do prefeito. Ele considera “gravíssima” a posição de Artuzi. Para Dirceu Longhi, Artuzi deveria analisar a possibi l idade de l icenciar-se do cargo enquanto a denúncia é julgada pelo Tribunal de Just iça. Dessa forma, na avaliação do petista, o prefeito evitaria desgaste maior. Na opinião do presidente municipal do Democratas, vereador Gino Ferreira, o pedido do procurador-geral de Justiça “traz uma insegurança muito grande para toda a sociedade, de ver o seu prefeito preso a qualquer momento”. Ele avaliou ainda o episódio como “muito ruim para toda a classe política douradense, mas serve para alertar que não se deve brincar com o cargo que o povo deu”. Além de Artuzi, o Ministério Público denunciou o presidente da Câmara Municipal, Sidlei Alves (DEM), e os vereadores Humberto Teixeira Júnior (PDT) e Paulo Henrique Bambu (DEM). Em julho do ano passado, os três chegaram a ser presos pela Polícia Federal, assim como outras 39 pessoas, durante a Operação Owari, que resultou no processo a ser analisado pelo Tribunal de Justiça. Marcelo Barros observou que a Câmara tem a Comissão de Ética, responsável por avaliar a conduta dos vereadores denunciados no processo. O presidente da comissão, Zezinho da Farmácia (PSDB), disse apenas que é preciso uma decisão final da Justiça, antes de ser feito qualquer julgamento em relação a eventual quebra de decoro parlamentar dos suspeitos.

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