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PMDB começa a buscar acordo para alianças, Senado e vice

PMDB começa a buscar acordo para alianças, Senado e vice

Redação

15/03/2010 - 04h11
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O PMDB começa a definir as alianças, composição de chapa majoritária e acomodações políticas a partir desta semana. Não será tarefa tão simples. O governador André Puccinelli (PMDB) vai conduzir intensas e tensas reuniões durante o dia para iniciar a busca de definição do espaço de cada um nas próx imas eleições. A ntes mesmo de colocar a pauta sobre a mesa de negociação, o governador começa a enfrentar resistência de sua base política e, inclusive, dentro do PMDB à distribuição de espaço na formação de aliança. O DEM já não se empolga mais com a vaga de senador e pode incomodar a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), na disputa pela vaga de vice-governador. É um problema de André para começar a resolver a partir desta semana. Com a mudança de rumo nas conversas políticas, pode provocar o surgimento de outros nomes para a composição da chapa de senador e para o preenchimento da vaga de vice-governador. A vaga mais cobiçada é a do vice-governador. A do Senado já não é mais atraente desde a definição do nome do deputado federal Waldemir Moka para concorrer uma das duas vagas pelo PMDB. A explicação é simples: uma está, em tese, garantida ao senador Delcídio do Amaral (PT) e, a outra, ficará com Moka por ser o candidato preferido do governador André Puccinelli. Esta é uma das razões de o DEM ficar desestimulado em concorrer ao Senado. O atual vice-governador Murilo Zauith entraria na disputa apenas como figurante, porque toda a estrutura da coligação do PMDB será usada na campanha de Moka. PSDB fora das conversas O governador André Pucci nel l i tem pouco tempo para definir a composição da chapa com os partidos, que serão aliados. Nessas primeiras conversas, não devem participar os líderes do PSDB. Os tucanos terão tratamento à parte nas negociações políticas. André considera o PSDB um aliado estratégico para combater os rivais petistas ou para anular ameaça de qualquer outro partido, mas também é problemático na hora da negociação. O preço geralmente é muito alto para o governador tê-lo em seus projetos eleitorais. André deve avaliar, também, nas conversas durante a semana, o tamanho do risco de enfrentar os tucanos na sucessão estadual. A senadora Marisa Serrano, por exemplo, é apontada como grande instrumento de A ndré para imped ir a candidatura do juiz federal Odilon de Oliveira pelo PSDB. Ela já disse “não” ao magistrado, depois de o presidente regional do partido, deputado estadual Reinaldo Azambuja, sondá-lo para concorrer ao Governo do Estado. Marisa entrou em ação para desestimular Odilon de concorrer à eleição como terceira via na sucessão estadual para não colocar em risco a reeleição de Puccinelli. Antes de iniciar a conversa com os tucanos, André vai aguardar pela definição da candidatura do governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República. Espaço dos aliados Depois da escolha do deputado federal Waldemir Moka, por meio de prévias do PMDB, para concorrer ao Senado, André busca o segundo candidato para completar a chapa. As opções são poucas. Ele não pode abrir espaço para outro nome do PMDB que não participou das prévias. A ideia dele é reser var a vaga para um partido aliado. O nome mais provável é do vice-governador Murilo Zauith (DEM). Mas o DEM está reavaliando o projeto de colocar Murilo na disputa para o Senado. O deputado estadual Zé Teixeira tomou a iniciativa de defender a indicação de Murilo para a vice de André. Ele considera improvável a vitória do companheiro democrata numa com Moka e Delcídio. Vice em jogo A briga será acirrada pela vice de André Puccinelli. O DEM está de olho na vaga, que já é ocupada por Murilo Zauith. Mas quem sonha, também, em ocupar este espaço é a prefeita Simone Tebet. O governador já a convidou para ser parceira de chapa. Só que não esperava pela mudança de plano do DEM.

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