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Para pecuaristas, ZAV prejudica negócios

Para pecuaristas, ZAV prejudica negócios

Redação

15/03/2010 - 20h24
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Os pecuaristas que participam da 36ª Exposição Agropecuária de Ponta Porã (Exporã) reclamam da Zona de Alta Vigilância (ZAV), que estaria prejudicando a comercialização do gado da fronteira com o Paraguai. Eles reclamam que o preço da arroba está muito abaixo da realidade e que aguardam por dias melhores de agora em diante. Um dos pecuaristas consultados, Dácio Queiroz Silva, que possui fazenda no município de Antônio João, disse que a situação da pecuária daquela região está embaraçada em virtude da ZAV, que já deveria ter acabado, conforme acordo bilateral firmado com o Paraguai, o que garantiria liberdade para credenciamento à exportação. “Nós estamos numa condição de 15 quilômetros em toda a faixa de fronteira com restrições no controle de trânsito de animais e isso deprecia nossos preços”, disse. Ele diz que atualmente a arroba do boi está cotada em R$ 73 e a da vaca em R$ 66 na região. “O ideal para comercialização é que esses preços fossem de R$ 85 a R$ 90”, reclama. O pecuarista ressalta que os tributos encarecem a produção e ainda da falta de logística das estradas para fazer o escoamento. “O gado da fronteira está sendo comercializado com todos os frigoríficos e temos boas perspectivas para este ano de 2010, mas esperamos que a arroba atinja a casa dos R$ 90”. André Cardinal é outro pecuarista que reclama da ZAV. Ele disse que o mercado pecuário ficou prejudicado e que o preço da arroba está muito baixo, prejudicando a classe produtora. “Os custos aumentaram muito e o nosso produto tem ficado para trás. Então estamos trabalhando no vermelho”. Cardinal fala que os pecuaristas possuem várias opções para comercialização do gado como Frigoforte, Friboi e Frialta. “Nós estamos esperando sempre o melhor, mas sinceramente não vejo um mercado muito animador para os pecuaristas da nossa região”, afirma. Já Lindeberg Fernandes Meirelles que também é pecuarista, fala que o mercado está estacionado, mas que já houve uma melhora no preço da arroba e que acredita em dias melhores. “Tenho confiança que a relação compra e venda do gado magro comece a melhorar de agora em diante”. Meirelles defende o preço ideal para a arroba do boi de R$ 85. “Os custos de produção aumentaram, principalmente no que se refere à aquisição de sal mineral, remédios e pagamento de impostos. Estou vendendo gado para o Frigofort de Ponta Porã e acredito que as perspectivas para 2010 são muito boas, já que a China está abrindo mercado para a carne brasileira”. O pecuarista Cristiano Bortolotto, de Amambai, que também participa da Exporã, também reclamou dos prejuízos causados pela ZAV. “ Essa medida prejudicou muito os negócios na fronteira, dificultando a melhora do preço da arroba. Mas as perspectivas são de melhora e estamos aguardando a recuperação do preço, já que não tem como comercializar uma arroba por preço inferior a R$ 85. Vender abaixo disso é prejuízo na certa”.

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