Cidades

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Murilo só disputa Senado se PMDB garantir fidelidade

Murilo só disputa Senado se PMDB garantir fidelidade

Redação

19/03/2010 - 05h59
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O vice-governador Murilo Zauith (DEM) só vai concorrer ao Senado na chapa do governador André Puccinelli (PMDB) se tiver garantia de fidelidade das lideranças do PMDB. Caso contrário, ele prefere continuar como vice e ceder a vaga de candidato ao Senado à prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), cotada para fazer dobradinha com Puccinelli. A posição é do Bloco Democrático Reformista (BDR), formado por PSDB, DEM e PPS. O problema é que o PMDB não pensa em abrir mão da indicação de Simone, alegando que até realizou prévias para dei xar uma vaga de candidato a senador para os partidos aliados. O que tira o sono de Murilo e do bloco são as especulações sobre o apoio de prefeitos do PMDB à dobradinha do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) com o senador Delcídio do Amaral (PT). O próprio Moka admitiu o desejo de lideranças do partido de dar o segundo voto na disputa pelo Senado a Delcídio. “Para entrar em um jogo é necessário a garantia de igualdade de condições. Caso contrário, não tem justificativa entrar em uma barca furada”, comentou o presidente regional do PSDB, Reinaldo Azambuja. Para o tucano, o PMDB precisa exigir fidelidade aos correligionários. O posicionamento leva em conta a interpretação de que, nos municípios nos quais o partido administra em conjunto com o PT, os prefeitos devem liberar os secretários petistas para fazer campanha para Delcídio, mas priorizar os candidatos da chapa majoritária de Puccinelli. “Em Juti, por exemplo, o PSDB é aliado do PT, mas o prefeito vai pedir votos aos candidatos tucanos e deixará à vontade os dois secretários petistas”, frisou Azambuja. Troca-troca No caso de não sentir segurança na fidelidade dos peemedebistas, o bloco sugere a permanência de Murilo na vaga de vice e a indicação de Simone ao Senado. “Se o PMDB é tão fiel, então por que não lança a Simone ao Senado”, comentou Azambuja. “O PMDB é o partido que mais tem prefeitos no Estado e o PSDB é o segundo. Levando em conta tal representatividade é possível eleger os dois senadores”, completou. “Dessa forma, as regiões do Bolsão e da Grande Dourados continuariam sendo representadas na chapa do André”, concluiu. No entanto, o governador já avisou que não pensa em substituir Simone. Segundo ele, o pedido para disputar vaga de senador partiu da população de Dourados, do bloco e do próprio Murilo. A mesma avaliação tem o deputado estadual Júnior Mochi (PMDB). “Dourados fez todo um movimento para indicar o candidato a senador”, reforçou. “Nós (PMDB) até brigamos e fizemos prévias para escolher o nosso candidato e agora, de uma hora para outra, mudam de ideia?”, questionou.

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