A realização de conferências nacionais estabeleceram uma nova forma de elaboração de políticas públicas. ?Está em jogo uma alteração no modelo de democracia liberal?, aponta Thamy Pogrebinschi, professora do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de janeiro (Iuperj), um dos principais programas de pós-graduação em sociologia e ciência política do país.
Na avaliação da acadêmica, ?o Brasil está à frente em práticas participativas de escala nacional?. Para a professora, o processo - que se inicia com a realização de conferências locais, estaduais ou regionais, com a convocação governamental, mas sob demanda da sociedade civil ? é característico da política brasileira e não tem iniciativa similar em outros países.
Segundo Thamy Pogrebinschi, a realização das conferências ?pode fortalecer os mecanismos de representação?, visto que pautam a elaboração de novas leis. Na pesquisa que coordenou, intitulada Entre Representação e Participação: As Conferencias Nacionais e o Experimentalismo Democrático Brasileiro, identificou (em outubro de 2009) 3.750 projetos de lei no Congresso Nacional que guardavam afinidade com 1.937 diretrizes resultantes das conferências.
As informações são da Agência Brasil