Cidades
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Votação do projeto adiada para sessão de hoje
Votação do projeto adiada para sessão de hoje
Liderados pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), servidores vindos de todo o Estado provocaram tumulto na Assembleia durante a sessão. Eles levaram para o plenário faixas e cartazes, alguns deles ameaçaram atirar ovos caso o proposta do Governo fosse aprovada. Rosângela Siqueira, 35 anos, auxiliar-administrativo da escola estadual do município de Antônio João, veio até Campo Grande para protestar. “Mesmo se depois aprovarem os 7%, estamos aqui para dizer que não gostamos”.
Na semana passada, o governador André Puccinelli (PMDB) reuniu-se com servidores da Saúde, da Segurança Pública e demais categorias do funcionalismo público, quando ficou acordado o reajuste que varia entre 5% e 7%. Mas os trabalhadores administrativos da Educação afirmam que não foram ouvidos e não concordam com o percentual.
Para discutir o reajuste salarial dos servidores, segundo a assessoria de imprensa do Governo do Estado, participaram dos encontros com o governador integrantes do Sindicato dos Funcionários da Educação de Mato Grosso do Sul. “A Fetems não participou das negociações; esse reajuste está sendo imposto a 4,2 mil trabalhadores administrativos da Educação, que são federados. Não vamos deixar que aconteça. Viemos aqui para pressionar que dessem prazo para a gente conseguir falar com o governador”, afirmou o presidente da federação, Jaime Teixeira.
O sindicalista acredita que a retirada do projeto da pauta tenha “animado” os trabalhadores. “É uma possibilidade de abertura para uma negociação justa. Temos até amanhã (hoje) de manhã para isso”.
O presidente afirma que para os funcionários que recebem hoje R$ 500 de salário (mais R$ 10 de abono), acréscimo de 7% “não faz diferença”. “Vai ser um acréscimo de R$ 35 no salário. Isso não dá nem para comprar um cesta básica”.
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