Foram condenadas, nesta tarde (9), a penas que variam entre um e sete anos de recusão, as quatro ex-funcionárias da clínica de aborto, que funcionava, clandestinamente, na Capital. Há três anos o funcionamento da clínica ganhou destaque nacional. A proprietária da clínica, a médica Neide Mota Machado chegou a ser presa, mas, em liberdade, cometeu suicídio em novembro do ano passado.
As quatro ex-funcionárias foram beneficiadas pela redução de pena por serem primárias. Com o benefício, elas não cumprirão a condenação em regime fechado. O julgamento da psicóloga Simone Aparecida Cantaguessi de Souza e das auxiliares de enfermagem Liertina de Jesus Centuion, Maria Nelma de Souza e Rosângela de Almeida, começou ontem (8). Rosângela recebeu a maior condenação, 7 anos, por ser responsável por cinco abortos. A psicóloga Simone foi condenada a quatro anos; Libertina a um ano e três meses e Maria Nelma a quatro anos.