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André declara mágoa a Dilma por ter sido abandonado no "altar"

André declara mágoa a Dilma por ter sido abandonado no "altar"

Redação

28/04/2010 - 20h01
Notícia sem imagem

Fábio Dorta, Dourados

 

O governador André Puccinelli (PMDB) declarou, em Dourados, a sua mágoa à ex-ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, por trocá-lo pelo seu rival na sucessão estadual, ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). "Noivo abandonado no altar fica magoado. Fica muito bravo", afirmou Puccinelli. Isto não significa, segundo ele, decisão de apoiar o ex-governador José Serra (PSDB) na sucessão presidencial.

Antes de tomar a decisão, o governador reafirmou a sua intenção de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas indicou, anteontem à noite, durante solenidade promovida pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), em Dourados, a sua tendência de ficar com José Serra. Ele demonstrou ainda estar próximo do fim o seu namoro com o PT nacional, que não conseguiu retirar a pré-candidatura de José Orcírio à sucessão estadual em troca de seu apoio a Dilma em Mato Grosso do Sul.

Como a candidatura de José Orcírio é dada como definitiva para os petistas, o governador André Puccinelli se vê cada vez mais distante da ex-ministra-chefe da Casa Civil, a quem chamava de fada madrinha. "Noivo abandonado no altar fica magoado. Fica muito bravo", reiterou Puccinelli.

 

Comendo poeira

Ainda em Dourados, o governador desconversou sobre a fala do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu a respeito da vinda de Lula e Dilma a Mato Grosso do Sul para fazer a campanha de José Orcírio, caso Puccinelli confirme apoio à pré-candidatura de José Serra. "Eles falam por eles, eu falo por mim". O governador esclareceu não ter ainda a decisão de quem vai apoiar para presidente da República. Apenas indicou a tendência de ficar com Serra, tanto que está negociando alianças com o PSDB, DEM e PPS. Outra demonstração do seu interesse de apoiar Serra está na advertência ao prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), de que poderá virar "comida de onça" se mantiver a decisão isolada dentro do partido de apoiar a Dilma.

Se evitou comentar a declaração de Zé Dirceu sobre o envolvimento de Lula e Dilma na campanha em Mato Grosso do Sul, André não deixou de provocar José Orcírio quando questionado sobre a sucessão estadual. Ele falou da pesquisa do Ibrape, publicada no dia 23 de abril pelo Correio do Estado, que o coloca 18 pontos percentuais à frente do petista. "Eles viviam dizendo que estavam na minha frente. Eu olho para frente e não vejo ninguém. Eles estão 18 quilômetros comendo poeira atrás", finalizou.

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