Da redação
Com o recorde da prova estagnado há oito anos, quando Vanderlei Cordeiro de Lima correu 42,195 km em 2h11min19, a organização da Maratona de São Paulo fez mudanças no percurso da prova deste domingo, para incentivar a quebra da barreira das 2h11. A largada será às 8h58 (elite masculina), na Avenida Jornalista Roberto Marinho, perto da Ponte Estaiada. O Obelisco, no Parque do Ibirapuera, recebe os atletas.
A 16ª edição da corrida perdeu trechos de aclive e declive dentro da Cidade Universitária, além de ganhar o aumento das retas nas avenidas Brigadeiro Faria Lima e Juscelino Kubitschek. A prova ganhou, também, dois "coelhos" - atletas contratados especialmente para dar ritmo e forçar os corredores. São, claro, quenianos: Mathew Chemboy e Mark Korir.
Os africanos, aliás, devem dominar as primeiras posições do pódio. Os favoritos são Jonathan Kipkorir, do Quênia, que tem como melhor tempo as 2h07min31 da Maratona de Paris de 2009. Seu compatriota Philip Biwott completou a Maratona de Sevilla, este ano, em 2h10min39. Considerado um dos principais atletas de longa distância do País, Franck Caldeira estava lesionado e não pôde fazer preparação específica para a prova. "Vou correr com a bagagem que tenho de treinos e maratonas."
A possibilidade de ver uma brasileira no pódio é maior - o País teve 12 atletas vencedoras em 15 edições. Marizete Moreira, a atual campeã, terá a companhia de Maria Zeferina Baldaia (vencedora em 2002 e 2008) e Marizete Rezende (2001).
A ameaça ao domínio nacional vem da queniana Margaret Okayo, que venceu as Maratonas de Boston e de Nova York. As brasileiras, porém, garantem que vão fazer jogo de equipe ao menos até o quilômetro 30. (Do Estadão)