Cidades
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Agendas escolares com foto de André provocam "guerra"
Agendas escolares com foto de André provocam "guerra"
Petista levantou ontem suspeita de superfaturamento na confecção de agendas escolares bancadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e acusou o governador André Puccinelli (PMDB) de usar o material para fazer propaganda eleitoral antecipada. Segundo o deputado Pedro Kemp (PT), o peemedebista desrespeitou a Constituição do Estado e a legislação eleitoral ao publicar sua foto na agenda escolar. A base aliada negou a acusação e rebateu com críticas à gestão do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT).
Kemp relatou receber documento de escola do interior, no qual fica claro o gasto de R$ 56 para elaborar cada agenda. Por medo de represálias contra o colégio, o deputado não quis revelar o nome da instituição, mas assegurou que o documento apresenta a quantidade de agendas e o montante gasto com o investimento. “Ao dividir o número de agendas com o dinheiro aplicado, dá um custo de R$ 56 por unidade”, garantiu.
O líder do governo na Assembleia, deputado Youssif Domingos (PMDB), consultou Santos Pereira, diretor-presidente do Detran – autarquia do governo que pagou as agendas –, e assegurou que o material escolar custou R$ 7,48. “Foram entregues aproximadamente 324 mil agendas ao custo de R$ 2,3 milhões”, relatou. O número entra em contradição com os dados apresentados pelo governador, ontem à tarde (leia matéria ao lado).
Questionado no início da noite sobre a divergência de valores, Youssif explicou que os dados do governador se referem a nota fiscal de apenas uma parte das agendas. Kemp não se convenceu com os números e prometeu protocolar hoje requerimento para obter informações oficiais do governo.
Além disso, o petista acusou Puccinelli de fazer propaganda eleitoral antecipada por meio da distribuição gratuita das agendas escolares, com sua foto impressa no material. “A legislação estadual proíbe em peça publicitária a foto do governador”, alegou.
O deputado Carlos Marun (PMDB) minimizou o fato de a imagem de Puccinelli estar impressa na agenda. “É só uma fotinha”, disse.
O fato é que a suspeita de Kemp irritou a base aliada, que passou a atacar o governo anterior. Marun acusou Orcírio de desrespeitar os servidores ao atrasar pagamento dos salários e a oposição culpou a gestão anterior do PMDB de entregar nas mãos do PT um caos administrativo.
No decorrer da sessão, o debate acirrou-se ainda mais e os parlamentares passaram a disputar o microfone de aparte, enquanto o deputado Júnior Mochi (PMDB) defendia Puccinelli na tribuna. Para Mochi, o importante é comparar as ações dos governos, quesito em que, segundo ele, Puccinelli supera Orcírio. Por outro lado, Paulo Duarte criticou o aumento de impostos no setor da telefonia, de colchões e travesseiros, além do corte dos programas sociais, nos primeiros 18 meses da gestão de Puccinelli.
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