Cidades
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Governador não aceita ser enquadrado pelo PMDB
Governador não aceita ser enquadrado pelo PMDB
O governador André Puccinelli (PMDB) não aceitará ser enquadrado pelo PMDB para forçá-lo a apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. Ele disse que, com o fim da verticalização, não há como impedir os diretórios regionais de pedir votos para um candidato diferente do apoiado pela direção nacional. Como não acredita no êxito do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manterá o prazo para anunciar a escolha do seu candidato a presidente da República.
Inspirado na lei de fidelidade partidária, o deputado federal Eduardo Cunha (RJ) consultou o TSE, com aval da cúpula nacional, se há como impedir os diretórios estaduais de pedir votos para um candidato a presidente diferente do apoiado pelo comando nacional. Dependendo da resposta do tribunal, Puccinelli e outros dissidentes serão obrigados a montar segundo palanque para Dilma ou ficar neutro na eleição nacional.
“Se não há verticalização, cadê a liberdade?”, questionou ontem o governador. Para ele, não há problema na possibilidade de o PMDB de Mato Grosso do Sul apoiar José Serra (PSDB) na sucessão presidencial, contrariando a tendência de o partido firmar aliança com Dilma, indicando, inclusive, o presidente nacional da sigla, deputado federal Michel Temer (SP), para ser o vice. “Não há problema (em não seguir a nacional) porque não tem mais a verticalização”, reforçou.
Puccinelli fez questão de ressaltar ser favorável à fidelidade partidária, porém, reiterou não estar desrespeitando a regra, levando em conta o fim da verticalização, que obrigava as siglas a repetirem as alianças firmadas em nível nacional. “Sou a favor da fidelidade partidária. Fidelidade, a partir do momento em que haja fechamento de questão e que se aplique verticalmente no ano anterior. Daí não tem problema”, disse.
Na opinião do governador, a tentativa de o PMDB encontrar brecha a fim de fechar o cerco contra os rebeldes nos estados, obrigando-os a apoiar Dilma na sucessão presidencial, não vai vingar. “Eles vão ver (que não tem brecha) e, se tivesse, teria que ter verticalização”, avaliou.
Certo de que a manobra não vai dar certo, Puccinelli não cogita adiar o anúncio do futuro do partido na eleição nacional. “No final do mês, eu decido”, prometeu.
Na hipótese de a manobra do PMDB vingar, não há restrição à aliança local com os partidos de oposição. Puccinelli, por exemplo, poderia coligar-se com o PSDB, DEM e PPS, como já vem fazendo, já que não existe mais a verticalização. Mas não poderia mais pedir votos para José Serra, caso a aliança com Dilma seja aprovada pela convenção nacional do PMDB, no dia 12 de junho. Com a resposta positiva à consulta ao TSE, o comando do PMDB pretende exigir a fidelidade e tentar diminuir a margem de manobra dos rebeldes durante a campanha eleitoral.
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