Cidades
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Iniciados os depoimentos das testemunhas de defesa de Agnaldo
Iniciados os depoimentos das testemunhas de defesa de Agnaldo
O desembargador tinha a prerrogativa de marcar uma data diferente para o interrogatório, mas preferiu comparecer ao Fórum. O irmão e a cunhada de Agnaldo responderam a questionamentos sobre o fim do casamento do acusado e sobre a personalidade dele. Disseram, ainda, que conversaram com uma mulher que viu a discussão entre o dono de jornal, Aldemir Pedra Neto e João Afonso Pedra, e que ela não quis testemunhar.
Júlio Roberto Siqueira Cardoso, por sua vez, contou que conheceu Agnaldo Ferreira através do filho do acusado, mas não eram amigos nem tinham contato frequente. O rapaz era aluno do magistrado em uma universidade particular e por conta disso conheceu o réu. Segundo o desembargador, Agnaldo Ferreira entregava a ele constantemente exemplares do jornal do qual é dono e que a “conversa” entre ambos nunca passou de 15 minutos.
A secretária de Estado de Assistência Social, Tânia Mara Garib, optou por não testemunhar no caso. Outras três pessoas que iriam falar a favor do réu faltaram. A defesa insistiu no interrogatório delas e por conta disso nova audiência está marcada para o dia 21 de junho, às 8h30min.
Protesto
Antes do início da audiência, familiares e amigos de Rogerinho colocaram faixas e cartazes em postes e na grade em frente ao Fórum. As frases solicitavam justiça, que para os manifestantes, nesse caso significa o retorno do dono de jornal à cadeia. Todos estavam vestidos com camiseta branca, com a foto do menino e com as frases: Caso Rogerinho pede justiça. Impunidade até quando? E se fosse com a sua família? Entre os presentes estavam a mãe do garoto, a avó, a bisavó e a tataravó, de 81 anos. Também participou da ação a comerciante Maria Aparecida dos Santos, 36 anos, mãe de Paulo Henrique Rodrigues, que foi assassinado durante um assalto no início deste ano, em Campo Grande. (NC)
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