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Hospital Universitário "reserva" leitos para pacientes com a doença
Hospital Universitário "reserva" leitos para pacientes com a doença
O setor de infectologia em Campo Grande está alerta para atender pacientes que contraírem a gripe suína. A informação é da secretária estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, que anunciou ontem o Hospital Universitário (HU) como referência para prestar atendimento a pessoas que evoluírem para quadros graves da doença. No local, segundo ela, estão disponíveis seis leitos equipados com respiradores automáticos. “É quase uma UTI que foi montada para receber esses pacientes. As pessoas infectadas pela gripe quase sempre apresentam complicações respiratórias e por isso necessitam de tratamento especializado e principalmente do auxílio de respiração mecânica”, explicou Beatriz.
O infectologista do HU José Ivan de Almeida ressaltou que, além da estrutura física montada no hospital, os médicos infectologistas das redes estadual e municipal de saúde, bem como enfermeiros e técnicos em enfermagem receberam treinamento para tratar pacientes com gripe suína. “Tivemos palestras e cursos para que, diante de casos da gripe, possamos oferecer suporte adequado com assistência especializada aos pacientes. Desta forma vamos evitar que eles evoluam para o quadro grave da doença, evitando também que ocorram óbitos”, explicou José Ivan.
Tanto o infectologista quanto a secretária de Saúde acreditam que este ano o número de casos e óbitos da doença serão menores devido à campanha de vacinação feita pelo Ministério da Saúde. Em 2009, Mato Grosso do Sul registrou 18 mortes em decorrência da doença, sendo que 366 pessoas procuraram as unidades de saúde com suspeita da doença. “A vacinação vai impedir que muitas pessoas fiquem doentes por conta da gripe H1N1. Com certeza não teremos a epidemia que tivemos no ano passado. A rede de saúde está preparada para atender os pacientes”, disse Beatriz Dobashi.
O médico José Ivan fez questão de ressaltar os cuidados que a população deve ter para evitar a disseminação da doença como, por exemplo, lavar sempre as mãos. Outro fator que contribui para a proliferação da doença é o intenso frio aliado à baixa umidade relativa do ar. “Com o frio intenso as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados. Já a umidade baixa predispõe a população às infecções respiratórias, deixando a pessoa propensa a contrair a gripe”, salientou.
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