Cidades
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Delegado nega omissão sobre cassino
Delegado nega omissão sobre cassino
O delegado Silvano Mota, da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), negou que a repartição tenha se omitido no caso do cassino que funcionava na Rua Amazonas, em Campo Grande, e que foi fechado pela Polícia Federal na quarta-feira. Ele afirmou que já havia recebido denúncia anônima sobre a casa de jogos, no entanto, ainda não tinha fechado o ponto porque aguardava autorização judicial para entrar na casa, em período noturno, e flagrar o crime de contravenção.
A justificativa se deu porque o imóvel, no Bairro Jardim Autonomista, está localizado a quatro quadras do Centro Integrado de Polícia Especializada (Cepol), prédio onde também funciona a Deops, responsável por investigar crimes desta natureza.
O delegado explicou que recebeu a denúncia por volta das 17h do dia 22 de junho e, no dia 23, representou pedido de expedição de mandado e busca e apreensão no local suspeito. “A representação foi feita com pedido de urgência porque precisava ter mandado judicial em mãos para entrar na casa no período noturno. Tem que ter cuidado até para não se expor ao ridículo, correndo risco de responder por abuso de autoridade”, explicou.
O pedido do delegado foi distribuído para a 2ª Vara Criminal, porém, o juiz responsável estava de férias e a juíza substituta, Flávia Costa, encaminhou na quarta-feira – dia em que a Polícia Federal fechou o cassino – um ofício pedindo mais explicações para Silvano e questionando se o local era alvo de investigação de outros crimes. “O mandado não foi emitido de pronto”, afirmou o titular.
Como a PF já havia entrado no endereço, apreendido 18 máquinas caça-níqueis e efetuado a prisão de um homem e uma mulher, suspeitos de serem donos da casa de jogos, o delegado Silvano respondeu ao ofício ontem, dizendo que o trabalho já tinha sido feito pela Polícia Federal e solicitando que a representação fosse desconsiderada.
“Fizemos o que tinha que fazer. Não fizemos nada de errado, nem a Polícia Federal, nem a juíza”, ressaltou, esclarecendo que, depois de receber a representação, a magistrada ainda precisa encaminhar o documento para que o Ministério Público Estadual (MPE) emita parecer e, então, ela decida. Neste caso, Flávia pediu mais explicações antes de enviar o pedido para o MPE.
Deops
De acordo com Silvano, a Delegacia Especializada de Ordem Política e Social investiga crimes contra costumes, como existência de casa de prostituição; contravenções relativas a jogo de azar e perturbação da tranquilidade. Denúncias podem ser feitas por meio dos telefones (67) 3318-9021 ou 3318-9001.
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