Cidades
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Governador se recusa a detalhar propostas
Governador se recusa a detalhar propostas
O governador André Puccinelli (PMDB) se recusou a apresentar seu programa de governo, ontem, ao registrar sua candidatura à reeleição no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Questionado, ele disse que não ficaria “historiando” sua proposta para um eventual segundo mandato. “Nós colocamos as nossas 15 metas, nós elencamos. Elas serão colocadas públicas depois”, disse.
A assessoria do governador informou que o programa seria distribuído no momento do registro, mas Puccinelli disse apenas que entregou uma cópia no registro. Em entrevista coletiva, ele não quis destacar nem os pontos principais.
Já no programa de governo do adversário, José Orcírio dos Santos (PT) destaca, principalmente, a implantação de políticas públicas sociais, como saúde, educação, transferência de renda e combate à fome e à miséria. Ele ressalta também a proposta de retomar ações paralisadas na administração do sucessor André Puccinelli. Na saúde, Orcírio promete a reativação de convênios com os municípios para o fornecimento de medicamentos, o fortalecimento de programas do governo federal, como Saúde da Família e Farmácia Popular.
Na promoção da cidadania, o programa de governo petista destaca a reabertura do Restaurante Popular e a ampliação para outros municípios, o resgate e ampliação de políticas afirmativas para minorias e a retormada da rede de serviços básicos para beneficiários dos programas sociais.
Ainda entre os programas a serem retomados, Orcírio destaca a reativação do Programa de Combate à Violência contra as Mulheres, a reabertura das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e reestruturação das Casas Abrigos, a recriação da secretaria da Juventude e Esporte e Lazer e a retomada do gerenciamento dos complexos de esporte e lazer existentes e construir novos centros na Capital e no interior.
O candidato petista promete também restabelecer a autonomia financeira da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e implantar um campus em Campo Grande. Para setores como a gestão de empreendimentos (Agesul) e cultura, Orcírio destaca a necessidade de realizar um inventário da estrutura estadual. O Fundo de Investimentos Culturais (FIC) deve ser democratizado e interiorizado e os festivais América do Sul (Corumbá), Inverno (Bonito), Chamamé (Ponta Porã), Universitário (Dourados), Temporadas Populares (Campo Grande e Três Lagoas) e Festival Sertanejo (Coxim) devem ser ampliados e retomados.
O PSOL de Mato Grosso do Sul apresentou um programa de governo “fictício”. Ontem, o partido encaminhou ao TRE um documento provisório, que ainda será modificado. Na noite de ontem, o partido ainda teria uma reunião com professores e profissionais da educação para incluir propostas para a educação.
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