Os produtores rurais situados na Zona de Alta Vigilância (ZAV), que compreende uma área de 15 km na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e Bolívia, confiam que as limitações impostas para a criação e comercialização de gado na região estão com os dias contados. Criada em janeiro de 2008, a medida instituída pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) tem por objetivo coibir a entrada de animais infectados pela febre aftosa dos países vizinhos, depois do surto da doença registrado no Estado em 2005. A ideia inicial era de que a ZAV permanecesse por dois anos, prazo alcançado em janeiro deste ano.
Na busca por uma maior flexibilização quanto aos procedimentos operacionais que os produtores devem cumprir por determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dirigentes discutiram o assunto durante reunião da OIE, que ocorreu em Paris, em maio passado. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Corrêa Riedel, esteve com os representantes do setor produtivo no evento, quando foi protocolado pedido de área livre da aftosa com vacinação para a ZAV. Entre as dificuldades que os produtores da região têm em relação à comercialização está a desvalorização do produto oriundo da ZAV.