Na queda de braços sobre os rumos da política monetária dentro do governo, o Ministério da Fazenda avalia que sua previsão de desaceleração da economia se confirmou e que não há motivos para os juros do Banco Central ficarem acima de 12% no final do ano, informa reportagem da Folha.
Apesar da desaceleração, a equipe do ministro Guido Mantega fará uma revisão da estimativa de crescimento neste ano, que pode passar dos atuais 6,5% para algo próximo de 7%. A do Banco Central hoje é de 7,3%. A nova previsão só será fechada com a volta do ministro a Brasília nesta semana.
A expectativa no governo, porém, é de que o Copom acabe fazendo pelo menos mais um aumento na taxa de juros no encontro de setembro, durante o primeiro turno da eleição presidencial.