Cidades

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Carta de suposta testemunha relata dias de Eliza antes de morrer

Carta de suposta testemunha relata dias de Eliza antes de morrer

Redação

16/07/2010 - 06h30
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                Uma carta de uma suposta testemunha do sequestro de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, pode ajudar a desvendar o caso do sumiço da jovem. No documento de cinco páginas, entregue à redação de Rede Record Minas, uma mulher diz ter cuidado do bebê da jovem durante o período em que ela ficou aprisionada num quarto do sítio do jogador. A carta será entregue nesta sexta-feira (16) às autoridades.
                
                A suposta testemunha diz que viu Eliza machucada e que teria sido ameaçada de morte caso relatasse o que teria visto. A carta foi entregue à Rede Record após uma ligação da mulher. Ela chegou a agendar uma entrevista com a reportagem, mas não apareceu.
                
                A maioria das informações coincide com as investigações feitas até o momento. A suposta testemunha diz que recebeu a tarefa de cuidar da criança após uma pessoa chamada por ela de Junior agredir Eliza, que ameaça ?contar tudo à polícia?.
                
                Mais tarde, Bruno teria chegado no sítio, onde fora surpreendido com a presença de Eliza. Na carta da suposta testemunha, o goleiro disse que a ex-amante teria feito ?m... demais? na sua vida. Ele teria chamado um táxi e ido embora, deixando Eliza no sítio.
                Suposta testemunha cita outro nome para assassino de Eliza
                
                Na carta enviada à Rede Record, a suposta testemunha diz que o ex-policial que teria matado Eliza se chama Emerson, e não Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que está preso na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG).
                
                - Foi então que já era noite quando um carro Siena preto chegou no sítio e entrou um homem magro, careca, negro, chamado Emérson. O Macarrão chamava ele de Neném. Ele foi ao encontro de Eliza e perguntou: quanto você quer para ficar calada?
                
                Segundo a carta, Eliza pediu ?R$ 50 mil e um apartamento? perto do Bruno. A ex-modelo teria então ligado para uma amiga, dizendo que estava conseguindo o que havia planejado.
                
                - Quando ela desligou o celular (...) Neném agarrou seus cabelos e bateu nela com muitos chutes e socos. O nariz dela começou a sangrar e eles mandaram que eu cuidasse dela.
                
                Mulher diz ter sido ameaçada
                
                A mulher conta na carta que no outro dia Neném deu a ela R$ 5 mil e a mandou ?sumir?, e que se abrisse ?a boca, estava morta?. Ela conta que Dayanne, a mulher de Bruno, chegou mais tarde ao sítio acompanhada de uma outra pessoa e pegou a criança.
                
                - Eliza começou a chorar. Queria fugir pela janela. Eles pegaram ela, amarraram ela e saíram no Siena preto. Neném, Eliza, Macarrão, Sérgio [primo de Bruno] e um homem que dirigia o carro.
                
                A suposta testemunha diz que uma pessoa chamada Vitor mandou que ela arrumasse toda a casa antes de ir embora.
                
                - No outro dia um carro cinza me levou para uma casa num lugar muito longe. Quando eu cheguei, lá estava Eliza, muito machucada, sem dois dentes da frente, com a roupa rasgada, chorando muito. Ela me pediu água. Perguntei a ela quem tinha feito aquilo.
                
                Segundo a testemunha, Eliza afirmou que teria sido Neném. A jovem disse ainda que seria morta e pediu para ser salva.

                 

                (R7 Notícias)

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