Cidades

Cidades

Cesp pode ser condenada a pagar indenização milionária a municípios

Cesp pode ser condenada a pagar indenização milionária a municípios

Redação

23/07/2010 - 22h15
Notícia sem imagem
Rose Rodrigues, Três Lagoas

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) pode ser obrigada a pagar indenizações milionárias a vários municípios de Mato Grosso do Sul. Ontem, a empresa foi condenada, em primeira instância, pelo juiz de Anaurilândia, Rodrigo Pedrini Marcos, a pagar R$ 34,4 milhões como indenização pelos danos ambientais ao município, ocorridos desde 2002, que ocasionaram a perda de 299 hectares de terra destruídos pela erosão das encostas do Rio Paraná.
A ação civil pública foi ingressada pelo MPE (Ministério Público Estadual), em razão da construção e funcionamento da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta, em Porto Primavera, onde as margens estão sofrendo contínua erosão. Conforme a sentença, a Cesp também foi condenada a pagar indenização de R$ 32,6 milhões por omissão. Na defesa consta que a companhia providenciou um Estudo de Impacto Ambiental, mas não fez nenhum dos 31 programas de controle ambiental exigidos por lei. O juiz alega ainda que a erosão pode resultar, até 2015, em perda total da área de proteção ambiental permanente. Ele determinou que a Cesp faça obra de contenção em toda a orla atingida. O descumprimento da ordem implicará multa diária fixada em R$ 100 mil.
No início de junho, a Companhia Energética de São Paulo foi condenada pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul (MPF/MS) a custear estudos de sítios arqueológicos na margem dos reservatórios das usinas hidrelétricas Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera), na  usina Engenheiro Souza Dias (Jupiá) e Ilha Solteira, todas no Rio Paraná, na região dos municípios de Três Lagoas e Selvíria, no leste do Estado. Pela decisão os estudos deverão ser mantidos “indefinidamente”, até que se esgote a análise de todos os locais de interesse arqueológico atingidos pelas barragens. Em 2001, a Cesp assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF para monitorar os sítios arqueológicos na região de Porto Primavera por dois anos. Segundo a Justiça Federal, o prazo não foi cumprido. Os trabalhos de pesquisa foram iniciados em janeiro de 2004 e, a partir de 2005, o MPF solicitou a prorrogação do prazo dos estudos e a ampliação para os reservatórios de Jupiá e Ilha Solteira, decisão também não acatada.
Desde 2009, os sítios arqueológicos de Três Lagoas estão entregues à erosão, sem qualquer monitoramento. Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) apontou a existência de 169 sítios na margem direita do Rio Paraná, em Mato Grosso do Sul.

infiltrados

Gaeco aponta novo grupo de elite da polícia envolvido com o tráfico de drogas

Nova etapa de apuração identifica cooptação de homens de unidades operacionais para facilitar o escoamento de cocaína

06/11/2026 08h20

Delegado Guilherme Scucuglia Cezar foi alvo de busca e apreensão em operação do Gaeco ontem

Delegado Guilherme Scucuglia Cezar foi alvo de busca e apreensão em operação do Gaeco ontem Foto: Marcelo Victor

Continue Lendo...

INFRAESTRUTURA

Guanandi II terá asfalto e drenagem em 12 vias com investimento de R$ 8,6 milhões

Serviços começaram pela Rua Itarumã e têm prazo de até 240 dias; outra etapa, estimada em R$ 7,7 milhões, está em tramitação

06/11/2026 08h04

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II

Rua Itarumã recebe os primeiros serviços de drenagem da etapa que prevê obras em 12 vias do Guanandi II Divulgação/PMCG

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).