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SP é o 1º no país na burocracia para abertura de empresas

SP é o 1º no país na burocracia para abertura de empresas

Redação

24/07/2010 - 21h30
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Levantamento feito pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) mapeando a burocracia existente para a abertura de negócios no país mostra que São Paulo é o Estado onde é mais difícil obter as informações necessárias.

Os pesquisadores precisaram fazer 102 ligações para reunir todos os dados sobre custos, taxas e procedimentos. O local mais fácil foi a Paraíba, onde foram necessários 12 telefonemas. Em Mato Grosso do Sul são necessárias 16 ligações para conseguir ser atendido.

Para Cristiano Prado, gerente de Infraestrutura e Novos Investimentos da Firjan, falta pessoal qualificado.

"Os órgãos são estruturados, as ligações são atendidas, mas as pessoas não sabem prestar as informações e transferem os interessados de um setor ao outro", disse.

A federação define o processo de abertura de negócios no país como uma "peregrinação entre órgãos, pouco transparente e muito custosa". O empreendedor disposto a abrir uma empresa precisa pagar de 12 a 16 taxas e obter 43 documentos.

O custo de abertura de uma empresa no Brasil também foi pesquisado. Em média, é de R$ 2.038, mas varia até 274% entre os Estados.

Apesar do excesso de burocracia, São Paulo é o sétimo local mais em conta no país para abrir uma empresa, com custo estimado em R$ 1.711. O Estado não cobra taxas de viabilidade de localização do empreendimento ou de pesquisa de viabilidade do nome da empresa.

Além da diferença de preço e da falta de pessoal preparado, em alguns casos os pesquisadores receberam celulares pessoais de funcionários ou tiveram de contatar a diretoria de um órgão para obter informações básicas. No site da Junta Comercial do Amapá, o telefone disponível é de uma pizzaria. O custo de abertura de uma empresa no país é o triplo da média de Rússia, Índia e China. Em relação à América do Sul, o custo do Brasil é o dobro do da Colômbia. O gasto anual com abertura de empresas no Brasil chega a R$ 430 milhões. Na comparação com gastos registrados na média dos demais Brics, a ineficiência brasileira é estimada em R$ 264 milhões/ano.

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