MICHELLE ROSSI
O número de felinos caçados pela quadrilha desmantelada durante a Operação Jaguar, deflagrada semana passada pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, subiu de 28 para 32 animais, dados que relatam apenas a atividade criminosa do bando de 2009 até o momento. O número foi identificado após o cumprimento de mandado de busca e apreensão, ontem, na casa de FC em Curitiba (PR) acusado de empalhar os animais caçados pela quadrilha.
“A PF se surpreendeu ao encontrar mais três peles de onças; uma de jaguatirica e outra ainda de lobo-guará”, apontou o delegado responsável pelas investigações na Federal de Corumbá, Alexandre Nascimento.
A polícia trabalhava com a hipótese de que as peles de onça e jaguatirica já haviam todas sido localizadas quando deflagrou a operação. Os dados preocupam, além da lista de caça aumentar, os felinos por exemplo constam em lista de animais em risco de extinção. O profissional estava foragido e apresentou-se à PF no Paraná ontem, onde permanece preso.
Na prisão
Todos os presos pela Operação Jaguar até o momento tiveram a conversão de prisão temporária para preventiva ontem mesmo, o que significa que eles vão aguardar o julgamento na prisão, caso não seja concedido habeas-corpus.
São nove detidos, dois acusados de prática de caça estão presos em Corumbá (MS): são eles, Humberto José Fiore e Marcos José Gale e mais seis em Sinop (MT). Continuam foragidos os caçadores Antônio Teodoro de Melo Neto, conhecido como “Tonho da Onça” e Célio Néri Prediger.
Investigações
A Polícia Federal investiga a quadrilha há pelo menos um ano e além de caçadores e do biólogo ainda foram detidas pessoas que se preparavam para participar de uma caçada no Pantanal.
O bando criminoso é ainda apontado como organizador de safáris ilegais no Brasil e no continente africano. Dezenas de peles de outros animais, além de onças, também foram apreendidas, como cervo do Pantanal, armas e munições. As investigações complementares em torno do caso prosseguem.
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