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Para trem-bala ser viável como negócio, tarifa deveria ser mais alta

Para trem-bala ser viável como negócio, tarifa deveria ser mais alta

Redação

30/07/2010 - 21h00
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 Com as condições atuais, o trem-bala não seria viável economicamente para a empresa que ganhar a licitação. Para ser um bom negócio, os custos do empreendimento teriam de ser menores, a quantidade de passageiros que devem ser transportados teria de aumentar ou a tarifa do transporte deveria ser mais elevada que o previsto pelo governo.

A conclusão é de estudo realizado pelo professor de Finanças do Ibmec-RJ Luiz Magalhães Ozório e pelo coordenador de MBAs da instituição, Roberto Zentgraf. De acordo com os cálculos feitos, as condições atuais do empreendimento não o torna rentável. "Se os únicos pontos a serem considerados forem o preço da tarifa, o volume de passageiros e o investimento, o projeto não é vantajoso", afirma Zentgraf.

O professor ressalta, contudo, que existem outros fatores que podem fazer com que, no fim das contas, o empreendimento dê retorno. Uma delas é a intervenção do governo. "Um setor como esse precisa de apoio governamental de longo prazo", considera.

Pela proposta do governo, para ganhar a licitação, as empresas participantes devem oferecer a menor tarifa por quilômetro, cujo teto é de R$ 0,49. O investimento total para a obra está calculado em R$ 33 bilhões.

Para especialistas, rentabilidade está assegurada

Uma análise feita por especialistas reunidos pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostra que existem divergências quanto à viabilidade do projeto.

Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento das Cidades, Josef Barat, o empreendimento não é financeiramente atraente, considerando o trecho Rio-São Paulo. "A maior rentabilidade do trem-bala seria obtida no trecho São Paulo-Campinas", afirmou, por meio de nota. "O trecho São Paulo-Campinas-São José dos Campos seria o segundo mais rentável, e o Rio de Janeiro-Resente, o terceiro".

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